7 Cidades Com Qualidade De Vida

11/05/2018

 

É possível retomar a rua como local de convívio, integrando calçadas, ruas de pedestres, ciclovias e transporte veicular num sistema de rotas interessantes e completamente conectado a todos os destinos? 

 

Veremos algumas estratégias e implementações de planos adotados por cidades no intuito de criarem ambientes urbanos mais seguros e convidativos aos pedestres. 

 

Segundo Jan Gehl, a boa arquitetura é a interação entre forma e vida, neste sentido a vida faz cidades que tenham alma. Dentro deste ponto de vista, o planejamento urbano humanístico pode ser usado em todos os níveis, desde uma pequena vila até uma grande cidade. Sendo que para cada cidade haverá soluções específicas. É preciso mudar o modo como as pessoas pensam.

 

“Primeiro nós moldamos as cidades. Depois elas nos moldam.” Jan Gehl 

 

Geralmente, há sempre uma relação direta de cidades que buscam estratégias para promover o movimento de pedestres e aspectos relacionados com a sustentabilidade, de modo a equilibrar as necessidades de diferentes modos de transporte. 

 

 

Barcelona (Espanha) adota a política de renovação urbana através da construção e remodelação de praças e parques, sendo a arquitetura inovadora um dos principais instrumentos de intervenção. 

 

 

Já Lyon (França) enfatiza o equilíbrio do espaço urbano, a exemplo de seus subterrâneos (sob os espaços públicos), nos quais encontram-se os estacionamentos que retiram os carros do centro da cidade, priorizando o movimento de pedestres ao invés do estacionamento. 

 

 

Enquanto que Freiburg (Alemanha), uma das cidades europeias que mais desenvolve e implementa planos de intervenção urbana que priorizam os espaços públicos voltados às pessoas, mantém o traçado histórico da cidade e as edificações de valor cultural através da equilibrada relação entre automóveis, bondes, ciclistas e pedestres. 

 

 

Em Utrecht (Holanda) a prioridade é para pedestres e ciclistas, cuja reeducação para as vantagens em integrar os diferentes modos de transportes, adotar medidas de traffic calmig, e, construir espaços públicos acessíveis fundamentam as estratégias de mobilidade sustentável da cidade. 

 

 

A cidade de Copenhagen (Dinamarca) desenvolve um processo gradual e contínuo de renovação de sua área central, privilegiando ruas de pedestres e ciclovias. Uma das medidas adotadas foi diminuir as vagas oferecidas para o estacionamento de automóveis. Assim, cada vez mais pessoas passaram a optar pelo transporte público, ou simplesmente pelo ato de caminhar e pedalar

 

 

Em Melbourne (Austrália) a qualidade e a vitalidade das ruas como espaços públicos de maior importância é promovida ao manter a tradição de bondes no transporte público da cidade com a modernidade do sistema subterrâneo de metrô que circula nas proximidades da área central, consolidando a vida pública e o movimento de pedestres nas ruas da cidade.

 

 

No caso de Curitiba (Brasil) o transporte urbano e o espaço público são vistos de forma sistêmica e criativa: implantação de corredores exclusivos de ônibus para reduzir a pressão do tráfego veicular no centro da cidade e direcionar linearmente seu crescimento; restrição do crescimento interno da cidade e, conseqüentemente, a preservação do centro histórico; elaboração de projetos pontuais criativos; dentre outros. 

 

Assim tais cidades, e muitas outras, buscam promover o movimento de pedestres e retomar a dinâmica de interação social do movimento de pessoa pelo espaço público, adequando o tráfego veicular como um instrumento de mobilidade e não como o principal agente do movimento. 

 

Como em grande parte o transporte motorizado está diretamente relacionado com a degradação ambiental (poluição, congestionamentos etc.) a retomada da rua como local de convívio social vem ao encontro dos preceitos do desenvolvimento sustentável, na medida em que procura se apropriar do espaço urbano de forma mais equilibrada. 

 

Essas concepções abarcam a noção de sustentabilidade, em que um dos objetivos é promover a equidade social e espaços urbanos com maior qualidade de vida. Sendo tão importante quanto os planos de mobilidade urbana e a própria obra de intervenção sustentável, está a construção da comunidade, a construção da autoestima da população para vivermos em cidades com qualidade de vida.

 

É preciso então reinventar a cidade e remodelar seus processos de urbanização para um bem estar coletivo.

 

 

© Robriane Lara 2018 | www.dimensaodanatureza.com/harmonia-do-espaco

 

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